A HIPOCRISIA DA SOCIEDADE E AS MULHERES MADURAS

 

 

 

Tenho escutado algumas mulheres mais maduras (por volta dos 40, 50 …) queixarem-se de que familiares ,e não só, as criticam por quererem “viver a vida à maneira delas” saírem à noite para dançar, vestirem de uma forma mais jovem.. preocuparem-se com elas e sua forma de serem felizes, isso deixou-me a pensar o quanto a sociedade é hipócrita .

Tenho 57 anos, gosto de vestir-me bem e estar dentro da moda…de rir quando me apetece…brincar quando e com quem bem quero e entendo… ser eu mesma , sem máscaras para agradar a quem quer que seja, SER FELIZ!

Não tenho idade para isso? Não estou minimamente preocupada com o que pensem ou julguem, não sou responsável pelo que pensam ou como suas cabeças interpretam minha forma de estar, apenas pelo que digo e faço!

Cansei de escutar que mulher com mais de 40, 50 tem o dever de “saber comportar-se dentro da sua idade”, “cuidar da família ” , ser recatada (entenda-se que: deve passar despercebida)… que não “cai” bem para ela e família uma senhora com idade para ser avó preocupar-se em andar dentro da moda, gostar de sair e divertir-se , gargalhar, dançar… porque isso é fútil ou próprio para jovens…. etc. e tal…

Como?!.

Gostar de moda e estar bem consigo mesma ao sentir-se feliz com e como se veste e em divertir-se (seja qual for a idade e a escolha da indumentária) não interfere com o ter ou não noção de família nem de falta de respeito para com a mesma, apenas com a noção de quem é e o que quer transmitir de si mesma… vaidade q.b. não é sinônimo de futilidade mas sim de autoestima!

Quando falo de moda e beleza, refiro-me também ao bem estar físico (não propriamente ao culto do corpo ), porque gostarmos de nós como somos é muito importante para o nosso bem estar emocional.

Podemos estar mais magras, mais gordas ou menos gordas… altas, baixas, não é isso que importa, mas sentirmo-nos bem connosco, com nosso interior.

Não é por termos uma idade mais avançada que precisamos deixar de ser mulheres, vaidosas com sua aparência , nem temos obrigatoriamente de deixar de gostar de nos divertirmos como antes.

Cada uma de nós é única e insubstituível, valorizemo-nos sem receio de reprovações inúteis e idiotas, a vida só termina quando morremos, até lá celebremo-la enquanto queremos, o máximo que podermos .

 

Cada vez mais (felizmente) as mulheres mais maduras sentem-se inspiradas a celebrar a vida e a beleza , e isso agrada-me imenso.

Sabermos amar-nos e sermos felizes é uma forma de sabermos/conseguirmos amar os outros e fazê-los também felizes

Fátima Rodrigues

 

 

Fátima Rodrigues , 57 anos , esposa, mãe, avó
Escritora /poeta/cronista

Essa sou eu, a pessoa e a escritora, alguém que gosta de sentir-se bem dentro da sua pele e idade, de fazer outras sentirem-se bem consigo mesmas também ao dar seu parecer pessoal sobre moda e bem .
Eterna sonhadora, uma mulher-menina que adora brincar com as palavras , deitá-las na tela e ver desabrochar peculiares imagens (interpretações) nascidas das emoções de quem as lê e as analisa à sua maneira, forma de ser, pensar e estar…

 

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Elza Lima Marques.

Eu amei rsrs amei tanto que com meus 64 tem vontade de fugir de casa (bater de frente com uma vida diferente, sair da mesmice que me consome a cada minuto.´Moro no interior sufocante e distante, não tem como ser assim como pensam, nesta algumas pessoas conseguem (raras) bem eu… Read more »

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