Economia PrateadaLongevidade AtivaMadis- Maria do Carmo

ECONOMIA PRATEADA

IDADE & COMPORTAMENTO

Os números mostram o tamanho desse mercado. Mas compreender uma sociedade que vive mais exige enxergar as pessoas por trás deles.

Quando falamos em Economia Prateada, é comum começarmos pelos números.

Bilhões. Trilhões. Poder de compra. Um mercado que cresce à medida que a população envelhece.

Esses dados são importantes. Eles chamam a atenção das empresas e ajudam a dimensionar uma transformação que já está acontecendo. Mas acredito que precisamos ir além.

Quando falo sobre Economia Prateada, gosto de associá-la ao Contador Populacional 50+ da SeniorLab. A ferramenta, construída a partir de dados e projeções demográficas do IBGE, mostra de uma maneira quase impossível de ignorar a velocidade dessa mudança.

O Brasil já ultrapassou a marca de 62 milhões de pessoas com 50 anos ou mais. E, aproximadamente a cada 20 segundos, mais um brasileiro entra nessa faixa da população.

Enquanto você lê este artigo, portanto, essa transformação continua acontecendo.

Mas existe uma pergunta que considero ainda mais importante:

Quem são essas pessoas?

Porque 62 milhões de pessoas não representam 62 milhões de consumidores iguais.

E talvez esteja justamente aí um dos maiores equívocos quando falamos sobre Economia Prateada.

A idade não explica tudo

Durante muito tempo, aprendemos a segmentar pessoas principalmente pela idade: 50+,60+,70+ e 80+.

Essas referências são úteis para compreender a transformação demográfica, mas são insuficientes para compreender comportamento.

Duas pessoas com 65 anos podem ter histórias, condições financeiras, autonomia, repertórios, desejos, relações familiares, hábitos de consumo, presença digital, condições de saúde e projetos de vida completamente diferentes.

Uma pode querer viajar pelo mundo.

Outra pode estar começando um novo negócio.

Uma pode preferir resolver tudo pelo celular.

Outra pode querer atendimento presencial.

E uma terceira pode querer as duas possibilidades.

Por isso, uma frase se tornou central no meu olhar sobre a Economia Prateada:

A idade ajuda a compreender o ciclo de vida. Mas, sozinha, não explica comportamento.

Madis 

 

Maria do Carmo Cunha (Madis) é socióloga e
Consultora em Comunicação e Longevidade,
fundadora do Envelhecer com Estilo®.
Atua nas áreas de Economia Prateada,
intergeracionalidade, diversidade etária e
combate ao idadismo, tendo a escuta ativa e
a empatia como bases de seu trabalho.

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