NÓS E NOSSOS PAIS…E CRENÇAS POR LOURDES GANZELI

 

 

Se nossos pais soubessem que seus sistemas de crenças foram adquiridos ainda na vida intrauterina e foram reforçados pelos pais deles durante a primeira infância e que todas as informações foram originadas nos seus antepassados, e assim por diante….. Teriam parado para avaliar que a realidade vivida por seus ancestrais era muito diferente daquela vivida por eles.

Se por um lado receberam princípios e valores éticos, morais e espirituais importantíssimos para uma boa formação de caráter, por outro, foram educados sob o julgo de crenças obsoletas e ultrapassadas.

Se soubessem que os sistemas de crenças são absorvidos pelo inconsciente e passam a reger toda a vida da pessoa, teriam cuidado melhor do tipo de “verdades” que nos ensinaram.

Isso vem acontecendo desde o início dos tempos e não há culpados, só há vítimas.

Graças à evolução do conhecimento, podemos agora, escolher se queremos continuar sob a influência desses sistemas ou se vamos fazer algo para começar a transformação de tudo aquilo que não nos faz bem.

 

 

 

É interessante notar que a mesma fonte de informação pode ter interpretações totalmente diferentes dependendo do foco que se dê a elas e que essa interpretação vai afetar nossas crenças e comportamentos.

Vejam só que interessante…. Tanto no Brasil, quanto nos Estados Unidos a maior força religiosa é o Cristianismo, mas, nos Estados Unidos grande parte da população é protestante e apesar de a Bíblia ser o livro sagrado lá e aqui, lá a ênfase é dada ao Salmo 23:1-5 de Davi, que diz “O Senhor é o meu pastor; e nada me faltará.”

Aqui a igreja católica dá ênfase a Marcos 10:25: “É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus”.

Não é à toa que os Estados Unidos são um dos países mais ricos do mundo, enquanto o Brasil sai de uma crise para entrar em outra, apesar de toda a riqueza natural que possui.

 

Tudo é uma questão de crença, foco e discernimento

 

 

Temos o livre arbítrio para escolher o que mais nos convém, mas, infelizmente, a grande maioria não tem o conhecimento necessário para fazer a melhor escolha.

Não fomos educados para buscarmos o que for melhor para nós, mas sim, para fazermos mais pelo próximo, sem muito discernimento nem muita análise do que é ser bom e do que é anular-se em função do outro.

Não fomos educados para delegar, fomos educados para fazer e muitas vezes, para nos anular e aos nossos mais profundos desejos para não magoar ou melindrar o outro.

Isso é fruto de uma educação mal embasada, que foi sendo passada de uma geração a outra sem discernimento nem questionamentos, mas com forte apelo emocional e muitas vezes religioso, especialmente, quanto ao caso de sacrificar-se pelo próximo.

Saber dizer não e fazer com que o outro assuma responsabilidades por sua própria vida é fundamental para uma saúde emocional equilibrada por parte de quem delega e uma forma de educar positivamente a quem é delegado, o dever de fazer.

 

Esse conhecimento é importantíssimo para que possamos

fazer nossas escolhas livres de culpas e ressentimentos.

 

Agora é a hora, nossos pais não tiveram essa oportunidade, mesmo porque muito do que sabemos hoje, não era sabido no tempo deles.

Saber viver é conhecer-se e nutrir-se de conhecimentos que nos encaminhem para uma melhor qualidade de vida com uma autoestima saudável e uma autoconfiança poderosa que nos permita sermos responsáveis por nossas escolhas e senhores do nosso destino.

Jesus disse: “Vim para que tenhais vida, e a tenhais em abundância”. Em nenhum momento ele disse para nos sacrificarmos e sujeitarmos aos caprichos do próximo, muito pelo contrário, ele disse: “Dê a César, o que é de César e a Deus o que é de Deus”, portanto dê ao outro o que lhe pertence, e isso inclui deveres e responsabilidades.

Quando nos deixamos de lado em função do outro, a não ser que seja por um justo motivo, a nossa autoestima se encolhe, pois estamos nos desvalorizando para justificar uma crença de que é nossa obrigação, aliás, essa é uma palavra que foi muito ouvida na nossa infância e juventude.

Se pararmos para avaliar o peso da palavra, ela nos escraviza, pois se somos obrigados a fazer algo que não queremos ou não podemos, não temos escolhas, pois, sé é obrigação e não fazemos, seremos desobedientes, portanto acusados e julgados, e podemos ser castigados.

 

CONSCIÊNCIA DAS CRENÇAS

 

 

Tomar consciência dessas crenças já é um passo para abrir a mente e o coração para novas possibilidades…

Crescemos acreditando em obrigações e deveres que contaminaram e adoeceram nossa autoestima, derrubaram nossa autoconfiança e destruíram boa parte do nosso amor-próprio.

Vivíamos sob o julgo dos mais velhos e o medo de perder o amor dos nossos parentes e amigos, sempre a mercê do julgamento e da crítica.

Transformar essa realidade em algo muito mais saudável, amoroso e seguro é uma possibilidade e uma responsabilidade que devemos agarrar com as duas mãos.

 

 

A medida que vamos nos dando conta dos erros do passado, podemos aceitar isso como algo que na época não dava para ser diferente, mas que agora temos a possibilidade de mudar.

Para que possamos fazer essas mudanças com tranquilidade e confiança é necessário que tenhamos um bom nível de autoconhecimento, responsabilidade, autoestima e autoconfiança e essas qualidades podem ser desenvolvidas em qualquer idade e em qualquer ambiente, basta que a gente queira fazê-lo e tenha acesso às metodologias adequadas.

Aprender a viver e transformar a vida, numa vida muito mais saudável, prazerosa e feliz é uma questão de escolha

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Receba meu carinhoso, respeitoso e fraterno abraço,

Lourdes Ganzeli.

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