CONHECENDO MELHOR A DOENÇA DE ALZHEIMER

7 RAZÕES PARA CONHECER MELHOR A DOENÇA DE ALZHEIMER- PROF.JULIANA BENEVIDES

Neste artigo eu vou apresentar algumas razões que justificam a minha tese de que todas as pessoas deveriam dedicar um tempo para entender a Doença de Alzheimer (DA). Portanto, eu só peço que você dedique os próximos 4 minutos para ler cuidadosamente cada uma delas. Após, você pode refutar a minha tese, caso considere pertinente.
Já digo de antemão que eu não estou afirmando que você precisa se tornar um especialista no assunto. No entanto, existem justificativas demográficas, epidemiológicas, trabalhistas, sociais e familiares que fundamentam a minha afirmativa supramencionada.

Então vamos lá?
Desde de 2011, quando comecei a oferecer cursos sobre a Doença de Alzheimer, constatei que a maior parte das pessoas só dedica algum tempo para estudar sobre ela em três situações:
Percebe algum déficit de memória (real ou imaginário);
Alguém na família recebe o diagnóstico ou
Se vê forçada a atender pessoas com DA e seus familiares no ambiente de trabalho e não sabe como lidar com essa situação.
Esse desconhecimento acerca da doença pode se tornar um grande problema para você, sua família e/ou empresa, sabia? Vou enumerar a seguir alguns fatores que fundamentam a minha tese.
Questões demográficas e epidemiológicas: Atualmente, ao menos 35,6 milhões de pessoas convivem com a DA no mundo e, de acordo com as projeções, em 2030 serão 65,7 milhões de pessoas. Portanto, a DA é um dos grandes problemas de saúde globais. Ela é o principal tipo de demência entre as pessoas com mais de 60 anos, correspondendo a aproximadamente 60% a 70% dos casos. Logo, considerando o tão falado, e já conhecido, rápido processo de envelhecimento populacional, fica claro a relevância da nossa apropriação sobre o tema.
A doença e os 60+ brasileiros: No Brasil, estudos sobre o perfil epidemiológico da doença ainda são escassos. Mas estima-se que ao menos 1.2 milhões de brasileiros vivem com a doença e que 11,5% das pessoas idosas sejam atingidas por ela, que é a principal causa de dependência funcional, institucionalização e mortalidade entre essa população.


O diagnóstico tardio e suas consequências: Uma das questões mais graves relacionadas à DA é que o diagnóstico geralmente é tardio. Ou seja, acontece apenas quando o quadro demencial está instalado há bastante tempo e o comprometimento cognitivo já chegou ao nível moderado. As consequências disso são catastróficas e vão desde o surgimento de conflitos familiares, problemas trabalhistas até questões relacionadas ao orçamento público, já que o cuidado com uma pessoa dependente é deveras oneroso.
O sentimento de culpa: O sentimento de culpa também é um problema sério. Ele acompanha os familiares por um longo período e também os gestores ( públicos ou privados), que na maioria das vezes aplicam sanções trabalhistas uma vez que o funcionário já não está conseguindo produzir como antes e parece estar displicente e descomprometido com o trabalho.
A confusão entre envelhecimento normal e envelhecimento patológico: O diagnóstico tardio acontece porque as pessoas confundem o envelhecimento normal com o envelhecimento patológico e não percebem os sinais de que algo está errado. Cabe então explicar que existem alterações nas funções cognitivas que são resultantes do processo natural de envelhecimento e outras que indicam a presença de patologias, como o Alzheimer. Porém, identificar esses sinais é uma tarefa impossível para quem não entende essas diferenças.


A deterioração cognitiva e os riscos decorrentes dela: O declínio cognitivo resultante deste quadro demencial, compromete de forma ímpar, e até então irreversível, a funcionalidade da pessoa atingida por ela. O que significa que a medida que essa doença avança, a pessoa perde a capacidade de tomar decisões, de fazer julgamentos adequadamente, de manter o raciocínio e de seguir orientações, por exemplo. Ou seja, ela não terá mais condições de trabalhar, de cuidar-se adequadamente e de avaliar os riscos à sua própria vida e aos demais. Logo, tanto para a segurança dela quanto para a proteção das pessoas ao redor, identificar a doença o quanto antes é fundamental.
Possibilidade de reversão no futuro: Estudos recentes estão apontando para o fato de que a DA é uma doença multifatorial, que demanda uma abordagem integral e que pode ter alguma chance de reversão, em um futuro próximo, caso seja diagnosticada em suas fases iniciais.
Agora que você já entendeu quais são as minhas justificativas, fica aqui uma pergunta: você acha que precisa entender mais sobre a doença ou considera que estudar sobre a DA é algo desnecessário?
Caso sua resposta seja a primeira opção, fale comigo, veja minhas redes sociais abaixo,será um prazer conversar com você!

Juliana Benevides

Idealizadora da Mentoria S.O.S Alzheimer

Doutoranda em Bioética e Saúde

Mestre em Saúde Coletiva

Especialista em Saúde da Pessoa Idosa e Gerontologia

Ativista do Movimento Stopidadismo

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Fonte:50 Mais Aprendiz Digital

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