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MINHA HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO POR ALICE VIEIRA

MINHA HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO POR ALICE VIEIRA
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Minha História de Superação

Alice Vieira

 

 

Era uma mulher de meus 30 anos, em carreira, casada, com 2 filhos pequenos, terminando uma Faculdade de Pedagogia, trabalhando em uma empresa de Economia mista aqui no DF, por questões éticas não vou citar nomes, nem da Empresa nem de pessoas.

Eu tinha um cargo com um salário razoável, meu marido era piloto de aviões tipo taxi aéreo, só que estava afastado do trabalho por ter tido o primeiro acidente com o avião que ele comandava em uma empresa privada aqui em Brasília. Após esse acidente com ele a empresa resolveu que receberia o seguro do avião, e não iria mais comprar, então ele após a liberação pelo INSS ficaria desempregado.

Imaginem vocês, a desestrutura que a família começaria a passar. Começou então o meu calvário, passados 5 messes, ele recebendo pouco, porque o salário reduz encostado no INSS, usando muletas, tendo que leva-lo ao médico, retorno ao INSS, além de ter que resolver tudo, trabalhar que eu trabalhava em horário comercial, de 2ª a Sexta-Feira, cuidar das crianças, colégio, visitas periódicas de pediatra, problemas com empregada que constantemente se tinha, conciliar Faculdade.

Aos Sábados eu os levava comigo para a Faculdade para poder ter mais tempo com eles, muitas vezes eu inventava trabalhos com apresentação e usava eles na participação, pra que eles não se cansassem muito e ficasse mais lúdico, etc.

Enfim, a vida de estável, passou a ser um inferno. Depois disso tudo, e como se não bastasse, meu casamento começou a desandar, era muita carga pra mim.

Já com 33 anos, finalmente me formei, meu marido já havia se desligado definitivamente da empresa em que trabalhava, após receber alta do INSS, ficou desempregado, eu aguentando tudo sozinha, aguentei 2 anos e resolvi que nos separaríamos. Ele que se dizia apaixonado por mim, não aceitava, e cada vez ficava mais revoltante a situação.

Enfim, a única forma que ele arrumou foi de fretar aviões e fazer transportes de pessoas nas regiões de garimpo, foi para o Pará, garimpo dos altos, os diabos, sumia, não dava notícias nem contribuía com as necessidades de casa. Resolvi assumir que realmente estava só e como era minha vontade de separar, não podia reclamar, teria que aguentar tudo calada, sem reclamar, isso foi me trazendo um estresse tamanho, que muitas vezes disparava contra meus filhos, que também estavam aguentando uma carga muito grande.

Minha sorte é que eles entendiam isso tudo mesmo tendo, 4 e 8 anos de idade, então, resolvi dar entrada nos documentos de separação mesmo ele estando longe, o advogado era meu cunhado, nem me cobrou e as coisas se seguiram, quando ele apareceu nos encontramos para assinar os documentos, ele não queria, não aceitava pagar pensão, eu não pedi para mim e sim para meus filhos, mas ele nunca deu um tostão.

As coisas aconteceram e ele sumiu de vez, passados anos. Aconteceu o fechamento da empresa que eu trabalhava, aguentei por alguns anos, mas as coisas estavam muito difíceis pra nossa sobrevivência.

Dois anos após a minha saída da empresa, e muita dificuldade em empregos de vendas, resolvi sair do País, comecei por ir para a Itália, havia feito naquele período cursos de Cabeleireiro, manicure, e outros mais na área da beleza.

Fui até a Embaixada da Itália aqui em Brasília, fiz a tradução de todos os meus documentos, certificados, documentos pessoais, etc, averbei tudo lá, deixei meus filhos inicialmente com minha mãe e zarpei, com a cara e a coragem, eu só falava Pizza, Mamma, mas eu entendia a língua através de música.

 

 

Quando cheguei lá, claro, foi difícil no início, mas eu me esforçava muito, procurava assistir TV, lia jornais, revistas, levei um dicionário, e eu descobri logo que se falava como se escreve, claro que tem muitas palavras com consoantes dobradas, e fui aprendendo, com um mês lá eu já falava bem a língua que os próprios italianos ficavam pasma comigo, depois com os anos, porque eu ia e voltava a cada 3 meses, pelos meus filhos, para trazer dinheiro, pela saudade, tudo me fazia contar os dias para voltar, e foi assim até eles ficarem grandes que podiam tomar conta de si próprios.

Com o passar dos anos, fiz documentos de permanência de trabalho no País, depois até arrumei um companheiro, pretendíamos nos casar, mas acabou que optei por voltar ao Brasil. Depois de anos, fui para os EUA, morei lá 4 anos, depois voltei para o Brasil e depois disso só viajo para passear.

Meu ex marido, havia conhecido uma mulher de Maringá, separada, com 2 filhas, que ele criou, e todo o dinheiro dele era para elas e a mulher, após anos apareceu aqui dizendo que queria ver os filhos, estavam com 12 e 16 anos, meus filhos lógico, ficaram felizes em rever o pai, me lembro que meu filho mais velho me disse, mãe, receba ele aqui em casa, ele vai ficar envergonhado em ver o quanto a gente está bem, nosso apartamento assim tão bem montado, tudo novinho, de bom gosto, e com apenas o seu suor, aí resolvi aceitar a proposta de meu filho, ele havia chegado com uma outra mulher, ela não havia subido, ele veio junto com eles, entrou, nos cumprimentamos, perguntei por que a mulher não subiu?

Ele ficou surpreso e disse, não, ela está no carro e vai me esperar lá. Aí eu disse, não, ela pode subir, eu vou fazer almoço para nós todos, ele arregalou os olhos, logicamente ficou surpreso com tudo que viu, que fiz sozinha, admirado até me elogiou muito, mas resolveu confiar e foi busca-la, entrou, ele me apresentou e foram para o quarto dos meus filhos, lá ficaram até o almoço sair, almoçamos, ficaram mais tempo, e depois eles voltaram para o hotel, tendo prometido aos meus filhos que voltaria no outro dia para leva-los para jantar fora.

Após essa visita em nossa casa, era mês de Dezembro, ele foi passar uns dias na casa do pai dele, aqui em Brasília mesmo, e nós o convidamos para passar o Natal conosco na casa de minha irmã, que era bem próximo da casa do pai dele.

Ele foi, sem levar a tal mulher, mas o Ano Novo não passou conosco, disse que iria voltar para Cuiabá, e que receberia todo dinheiro que tinha para receber e voltaria para comprar uma casa em Brasília, para conviver com os filhos, que ele perdeu toda a infância deles e agora queria ficar perto deles.

Voltaria em dia 28/02/89. Estava apenas há 100 km de nossa casa e foi assassinado em uma entrada de uma fazenda, ele e um amigo, todos dois levaram 2 tiros na cabeça, aí as 3 horas da manhã recebi um telefonema daquela do Maringá, que já era ex, dizendo que eu fosse reconhecer e enterrar o corpo dele, porque ele interessava para ela quando era vivo, que morto era meu.

Assim mesmo. Fui, reconheci e enterrei. Imaginem para meus filhos como foi duro, porque para mim, eu já esperava por saber que se meteu com gente não recomendável.

Pois bem, naquela época, eu já viajava para a Itália há uns 5 anos, meu filho menor havia completado 17 anos, prestou concurso da Marinha e foi para Florianópolis, o outro já com 19 anos e inventou se casar, vivia já por sua conta, então voltei para Itália com ideia de ficar de vez, foi aí que arrumei aquele companheiro, fomos morar juntos com ideia de nos casar, após 6 anos eu decidi que não era o ideal e voltei para o Brasil, como já disse antes.

 

 

Meu filho Marinheiro, tinha o sonho de ser piloto foi aí que tirou férias da Marinha, paguei sua passagem pra ir à Itália me encontrar, para conversarmos sobre isso, acabou que decidimos que ele sairia da Marinha para realizar seu sonho, fez a Escola da TAM Piloto Comercial, em Piracicaba, e partiu para a luta para conseguir engatilhar na carreira, foi muito sofrido, muito difícil, mas ele é um guerreiro, começou em Palmas, depois de uns 3 anos como Comandante lá, prestou provas pra Gol, passou em tudo, foi como Co-Piloto.

Depois fez provas e foi promovido a Comandante. Ficou lá 9 anos, depois foi pra Ok Air na China, ai se casou, teve um filhinho, a poluição era demais ele aplicou para a Qatar Airways e Emirates, passou nas duas, mas a Qatar chamou primeiro e ele não perdeu tempo, foi, logo em seguida levou mulher e filho.

Lá também é bem complicado, tem tempestade de areia, ou muito frio, ou muito quente, a esposa em passeio gostou muito de Málaga, na Espanha para morar, ele já comprou casa que está em obra, alugou apartamento e ela e o filho já estão lá, instalados, meu neto no colégio, já comprou cachorro e está tudo bem.

Agora meu filho tem base em Doha no Qatar, voa muito pra lá, e pode ver sempre a família. Eu estou muito feliz com meus filhos.

O outro também está muito bem graças a Deus, montou uma empresa Produtora de vídeos onde trabalhava muito, e ganhava pouco pelos grandes compromissos com ela. Durou 19 aos depois fechou por ter passado em concurso público, é Analista Tributário, lutando ainda para passar para Auditor Fiscal.

Ele casou 4 vezes, com duas delas teve um casal de filhos, portanto tenho 3 netos, 2 do mais velho e 1 do mais novo, meu neto mais velho cursa Universidade federal em Goiânia, e minha neta está cursando ensino médio, com a última esposa, casado já há bastante tempo, estão bem, graças a Deus, não tem filhos.

Eu agora no caminho do Coach, ajudo pessoas a conseguirem o que elas querem pra vida delas, sou feliz em ajudar pessoas, quando dá viajo sempre que der. Superei todo o meu sofrimento de vida e estou em uma fase muito boa.

 

 

 

 

Alice Vieira, 69 anos, tenho 2 filhos e 3 netos, Pedagoga, Psicopedagoga, Coach de relacionamento,

com especialização. Atuo tanto no âmbito familiar, pessoal, educação de filhos, área profissional e financeira.

E-mail: Alicev604@gmail.com

 

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