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COMO A EDUCAÇÃO DERRUBOU NOSSA AUTOESTIMA

COMO A EDUCAÇÃO DERRUBOU NOSSA AUTOESTIMA
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A educação que recebemos detonou com nossa autoestima e fez desabar a autoconfiança! Sabe por que?

Porque fomos educados de forma a acreditar que para sermos bons, amados, respeitados e merecedores do reino dos céus precisaríamos abrir mão de nosso amor próprio, de nossos desejos e prioridades em função do próximo.

Outro dia li um artigo interessante que dizia que no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, a maioria da população é protestante e lá a ênfase é dada ao Salmo 23:1-5 de Davi, que diz “O Senhor é o meu pastor; e nada me faltará.

…..Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos. Tu me honras, ungindo a minha cabeça com óleo e fazendo transbordar o meu cálice.”

Não é à toa que a Califórnia é um dos Estados mais ricos dos Estados Unidos e onde se vê o alegre desfile de gente bonita com excelente qualidade de vida.

 

E NO BRASIL???

 

 

Já no Brasil, predomina a igreja católica e a ênfase que sempre foi dada é na fala de Marcos 10:25: “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus”.

Outro ensinamento muito utilizado por aqui é o de Lucas 12:15: “Então lhes disse: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens”.

Resultado: um país que apesar de ser um dos maiores mananciais de água potável, uma imensa área propícia à agricultura e pecuária, dono de uma das maiores e mais ricas florestas do planeta, é habitado por uma população pobre, malcuidada, sem saúde nem infraestrutura, pois acredita que a pobreza a faz digna e merecedora das riquezas celestiais.

O mais interessante é que tanto o ensinamento dos protestantes quanto a dos católicos estão embasados no mesmo Cristianismo, tanto um quanto outro, bebem da mesma fonte, o que muda é a perspectiva, é o olhar de cada um.

Infelizmente a cultura e o inconsciente coletivo formataram uma ideia consistente de haver dignidade e valor na pobreza, que para sermos aceitos por Deus e merecedores de suas benesses é necessário sofrer a escassez, e o pior é que essa escassez não se restringe aos bens materiais, mas também ao respeito, a dignidade, a autoestima e a autoconfiança, pois aqueles que a preservam são vistos como egoístas e egocêntricos.

 

 

A oração de um protestante enfatiza sua boa sorte, o bem-estar e fé absoluta de que Deus o abençoa e protege, e assim é.

A oração de um católico enfatiza sua dor e sofrimento que implora por um alívio e para isso se submete à falta, à carência, a aceitação da corrupção e da maldade, tudo em nome de uma fé empobrecida e maltratada que arrasa com a autoestima, a dignidade e o amor próprio.

Essa verdade é tão absoluta que já se integrou aos sistemas de crenças inconscientes e faz parte da grande maioria da população brasileira.

Um povo que perdeu o ânimo e a força interior de se manifestar contra o que está acontecendo, um povo que foi manipulado pelos interesses da igreja, dos governos, da mídia e interiorizou a crença de que nada vale a pena, que o jeito é ir “empurrando” da maneira que dá sem recuperar sua dignidade e sem fazer nenhum esforço para sair da zona de conforto em que foi colocado.

Esquecem que Jesus também afirmou: “Vim para que tenhais vida, e a tenhais em abundância!” ou seja, Ele já sofreu por nós, se houver a fé no bem, o bem virá, não precisamos sofrer a vida inteira. Aliás, o sofrimento é uma escola, é só aprender a lição e evoluímos, não precisamos mais do aprendizado.

Mudar dá trabalho e a falta de fé em si mesmo, a falta de autoestima, autoconfiança e amor próprio faz com que aceite sem se rebelar tudo o que vem acontecendo.

 

 

Um povo que permitiu que destruíssem sua autoestima e sua dignidade e que agora não encontra a força interior para se posicionar de uma maneira positiva e focada no bem comum.

Pior do que a falta de autoestima e autoconfiança é a ignorância, é a crença de que não pode, não consegue e não adianta. Pois essa é a crença que o mantém submisso, frustrado, insatisfeito e conivente com o que vem acontecendo.

Se ao menos parasse para pensar e analisar que não se pode tomar como verdadeira uma única fala ou declaração, que para tudo existe um contexto e que a interpretação do que se vê depende do contexto em que se encontra, poderíamos transformar nossa realidade em pouco tempo.

Podemos hastear a bandeira da dignidade, da autoestima verdadeira, da autoconfiança e da mais valia assim que tomarmos consciência de que a conscientização de um, influi na abertura de consciência do outro.

 

Ninguém é uma ilha e aquele que se liberta, ajuda na libertação do próximo.

 

 

Aquele que descobre sua dignidade ajuda a encontrar a dignidade do outro e aquele que aprende a se respeitar, empodera sua autoestima, faz crescer sua autoconfiança e ajuda ao próximo a crescer e evoluir nesse mesmo sentido.

Quem recupera sua autoestima, torna-se uma pessoa melhor, mais autoconsciente e autoconfiante, transforma sua vida e sua maneira de ser e passa a iluminar o caminho daqueles que o seguem.

Torna-se um luminar na vida de alguém e como uma lanterna ajuda ao próximo a enxergar que “Tudo é possível àquele que crê”.

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Que saber mais sobre autoestima e autoconfiança?

 

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                 Lourdes Gazeli

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